Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Os novos estatutos da CCAM de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra CRL

No próximo dia 7 de Fevereiro de 2010, pelas dez horas, ou uma hora mais tarde nos termos da convocatória, vai ter lugar uma Assembleia-Geral Extraordinária, cujo tema central é a apresentação discussão e aprovação dos novos estatutos da Caixa Agrícola de Messines.

 

Cabe, aqui dizer umas palavras sobre este tema.

 

Como é do conhecimento publico estou ligado a esta Instituição.

Primeiro como profissional prestador de serviços de advocacia conjuntamente com o dr. Fernando Serpa e o dr. Rui Farinha.

Posteriormente tive a honra de ser convidado a liderar a lista da Assembleia-Geral no cargo de Presidente.

Após esta passagem fui convidado a integrar a Direcção da Instituição o que fiz nestes últimos três Mandatos.

Ainda dentro das empresas do grupo fui convidado a fazer parte do Conselho Consultivo da Rural Seguros.

Nos últimos seis anos fui, também membro do Conselho Consultivo da Caixa Central, modestamente posso dizer que conheço muito bem a Caixa e também o grupo Crédito Agrícola.  

 

Acabando as apresentações vamos ao que interessa...

 

Alteração estatutária porquê?

 

Porque é legalmente obrigatória tão simples quanto isso. Com a alteração do regime Jurídico publicada a salvo o erro a 16/17 de Junho de 2009 esta alteração é obrigatória para dar cumprimento a três imposições legais a saber;

  • Novo modelo de governação.
  • Alteração do ambito das operações a poderem ser praticadas pela Instituição.
  • Alargamento da base de associados do crédito agricola. 

Assim sendo estas alterações são de caracter imperativo, isto é quer se goste ou não, quer se concorde ou não, teem de ser aprovadas. Fácil, limpo entendível. e aqui morreria a conversa, aliás nem haveria conversa.

 

Foi também mais ou menos consensual a criação de um Conselho Consultivo com poderes mais alargados segundo a proposta de estatutos que apresentei e subscrevi, com poderes, ou com a ausência destes na proposta aprovada pelos senhores José Lourenço Neto Farinha e senhor José Francisco Marques Vieira, quase sem história. Mas e há sempre um mas ... é o vertido no artigo 19 nº1 alínea c); onde antes se lia "Sejam subscritas pela direcção cessante ou por um minimo de de vinte associados no pleno gozo dos seus direitos", passa nesta proposta de estatutos a dizer-se " Sejam subscritas pelo Conselho de Administração cessante ou por um minimo de cinco por cento dos associados no pleno gozo dos seus direitos".

 

Aqui é como se costuma dizer que a porca torce o rabo..., pois passam de ser necessários 20 sócios para apresentar uma alternativa para serem necessários entre 120 a 150...

 

 

 

Uma ou duas notas prévias, já disse publicamente e vou reafirmar aqui que não sou candidato a nenhum lugar, em nenhuma lista nas próximas eleições. Que não restem dúvidas.

Outra nota prévia votei contra a alteração deste artigo 19 nº1 alinea c).

 

Porquê esta alteração? desde o inicio desta casa que a regra dos vinte associados existia e não há nada que legalmente obrigue a esta mudança a não ser a falta de democraticidade, a tentativa de dificultar na secretaria o aparecimento de novas alternativas, o tentar-se prepetuar no poder. Podem vir com "estórias" de legitimação de credibilidade de estabilidade... não passam no meu modesto entendimento de desculpas de mau pagador.

Por isso dia sete de Fevereiro lá estarei para dizer isso e votar, eu pessoalmente contra, mas e apesar de parecer contraditório apelar aos associados que aprovem estes estatutos porque o que é necessário é o passo seguinte a marcação da eleições, para ver se surgem alternativas novas, novas caras, novos projectos.

É este o meu desejo e é claro que estarei expectante para as possiveis intervenções de alguns putativos e putativas candidatos(as) a lugares na(s) nova(s) lista(s), vamos entrar na época do golpe baixo, do pontapé no baixo ventre, ou seja no normal nestas situações e em pessoas pequenas que nunca fizeram nada pela comunidade! a ver vamos e esperamos com um sorriso nos lábios... não deixando de citar duas ou três expressões bem conhecidas...

 

 

Os/as cães/cadelas ladram mas a caravana passa...

Cá se fazem cá se pagam e finalmente a que eu mais gosto...

Cuidado com os telhados de vidro.

 

Passem bem, fiquem bem... divirtam-se que eu vou tratar da alma... :)

Até já!

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feito, revisto e publicado por, José Paulo de Sousa às 10:15
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5 comentários:
De manuelfernandes9 a 25 de Janeiro de 2010 às 02:38
Tenho muitas dificuldades em entender normativos legais,mas tenho feito algumas reflexões acerca da Caixa Agricola.
Desde o inicio teve forte presença e visibilidade junto da comunidade mas mantive a minha reserva acerca da consciência dos principios cooperativos desenvolvidos porque notava alguma estigmatização que não iria permitir a afirmação do sector cooperativo e originar um sistema hibrido...
Reconheço a sua contribuição para a estabilidade economico-social local diferenciando-se em relação á Banca comercial ao afirmar o seu conceito de banca de proximidade mantendo centros de decisões locais e redestribuindo excedentes á comunidade.
Num futuro próximo pressinto a ameaça da sobreposição de uma macro-estrutura cooperativa em prejuizo da autonomia da estrutura local.
De isabel a 26 de Janeiro de 2010 às 18:47
ai que grandes dores de cotovelo que por aqui andam meu deus! leiam-me, escrevam-me, façam qualquer coisa para eu não me sentir só!
De José Paulo de Sousa a 27 de Janeiro de 2010 às 14:07
fiquei sensibilizado com a relevância do seu comentário ...
De Fausto Cabrita a 27 de Janeiro de 2010 às 09:46
Bom dia, José Paulo
Gosto de ler o seu blog, pois geralmente trás sempre novidades fresquinhas da nossa terra. Deixo desde já aqui uma sugestão, como algures alguém já tinha sugerido, porque não colabora com o Jornal Terra Ruiva?
É de lamentar que até numa instituição como a CCAM a mesquinhice já se tenha apoderado!
Tal como o Sr. Manuel Fernandes eu também não estou muito por dentro dos normativos legais, mas da sua exposição há um ditado que todos compreendemos: ...aqui é que a porca torce o rabo!!
Ou seja, afinal esta alteração que será proposta e que não é um imperativo legal, só se traduz numa coisa: Será muito difícil que possam aparecer outras listas candidatas em futuras eleições, para além daqueles que lá estão! Pois parece-me a mim que sou leigo na matéria, que arranjar 120 a 150 sócios que apresentem uma alternativa será quase como a "santinha" de S. Marcos fazer um milagre.
Só me resta então concluir que a democracia nem sempre consegue vencer quando se tem o poder de alterar as regras do jogo a nosso belo prazer. E aqui o meu lamento será ainda mais profundo ao ver que o "25 de Abril" nos trouxe uma democracia fictícia !! Pela qual muitos de nós passámos as passinhas do Algarve !
Seria bom que os sócios dessa instituição fossem devidamente esclarecidos destas alterações que se pretende fazer.
Um bom dia para todos.
De João Vicente a 28 de Janeiro de 2010 às 15:41

Juntos somos Mais

Talvez sejamos poucos para estarmos divididos...
è um facto de que o ciclo de 30 anos do Credito Agricola, percurso efectuado por pessoas de bem , com bom senso e resposáveis deverá mudar de rumo e de mãos! E deverá ser feito porquê?
Porque a economia mudou, e mudaram-se os tempos, e “ mudam-se os tempos e com eles as vontades, talvez tenha chegado a hora da mudança de passar o testemunho a outras mãos, mais jovens, mais empreendedoras, com outro conhecimento da economia global, já lá vao os tempos em que a “raiz “era da terra” e só da terra!, actualmente a “raiz” é do país e do mundo.
Talvez seja hora da antiga raiz (matriz ) se ramificar e produzir novos frutos e novos sucessos e propor-se a cumprir assim os objectivos globais do Credito Agricola Nacional que são eles :
Aprofundar e valorizar o relacionamento com o universo de Clientes, potenciando, numa lógica personalizada, dois conceitos que são marca distintiva do Crédito Agrícola: Banca de Relação e Banca de Proximidade.
 
Promover o aperfeiçoamento constante do Serviço ao Cliente, visando um elevado grau de satisfação.
 
Contribuir para a afirmação e a qualidade de vida das comunidades locais, através do apoio ao desenvolvimento das economias das respectivas regiões.
 
Meus amigos não se esqueçam que para o CreditoAgricola SBM. SMS se cumprir os objectivos necessarios deverá o slogan do Credito Agricola, Portugal

Juntos somos Mais .

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