Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Entrevista de moi meme :) na Vox Cilpes :)

Como sei que alguns de vocês, que me entram aqui à socapa... tem uma embirração congénita com o meu amigo Artur Ligne, mais o seu simpático jornal, e como poderiam perder um bocadinho que decidi dar de mim ... aqui vai em primeira mão aquilo que deverá sair na próxima edição sem fotos e sem outrosa artificios que infelizmente não sei transpor para aqui, esta edição não vai ser distribuída gratuítamente ... por isso ou compra a Vox Cilpes (acho que será a melhor tradução possivel para o Latim - mas se não o for Mestre Ramos saque do lapis vermelho, ups perdão encarnado e corrija sffv.).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Arthur Ligne (AL): - Informação chegada à minha mão dá notícia de que o Dr. José Paulo Barbosa Moreira de Sousa, advogado de profissão, empresário, humanista convicto, vai abandonar funções directivas e sociais que vem exercendo, há nove anos, no Centro Cultural e Social João de Deus, com Lar, Centro de Dia e Apoio Domiciliário em S. Bartolomeu de Messines. Três mandatos preenchidos e de preocupações, suponho. Existe alguma razão especial para a sua saída - que o comum dos mortais não compreenda ou a ela não tenha acesso - ou, de facto, três mandatos é tempo mais do que suficiente para fazer ou tentar fazer obra a favor dos mais idosos e que agora outros devem prosseguir?

 

Dr. José Paulo (JP): - A razão é simples, nove anos são mesmo muito tempo. Foram três mandatos em que dei o meu melhor desinteressadamente para servir uma Instituição que apoia os mais idosos os mais desfavorecidos e carenciados da sociedade. Mais não fiz do que o meu dever de prosseguir com o meu contributo pessoal uma Instituição que foi uma das meninas dos olhos do meu falecido sogro, Francisco Vargas Mogo, e de uma Mulher com letra grande a Dona Natália que é a Presidente da Direcção a quem aqui presto o meu louvor reconhecido pelo que tanto fez.

 

AL: - Acredita mesmo que, ao fim de nove anos, um cidadão prestigiado, interessado e combativo, como o senhor é, trabalhando no meio social no regime de voluntariado genuíno e benevolência (gratuitidade) convicta, com responsabilidades directivas numa instituição como é o Centro Cultural e Social João de Deus pode, de ânimo leve, abandonar uma obra que ajudou a erguer e onde o nome da família tem peso e prestígio ou trata-se de uma decisão muito pensada?

JP: - Como já disse nove anos é muito tempo, nunca tive um apego excessivo aos lugares, dei o meu tempo a esta Instituição e mesmo saindo continuarei a ajudar da mesma forma, as vezes ajuda-se mais saindo e de fora, e, quanto ao resto a Instituição não ficará ao abandono, espero não estar a fazer uma inconfidência, mas julgo que não, a Senhora Presidente Dona Natália vai sair, também, mas suponho e é quase certo que o Engenheiro Ataíde, actualmente Vice-presidente da Direcção vai apresentar uma lista aos órgãos sociais, por isso a Instituição ficará bem entregue com uma saúde financeira invejável, mas como eu já disse e escrevi só levo uma magoa, não ter sido possível fazer a ampliação do Lar para quase o dobro, uma obra tão necessária para a freguesia e para os idosos, mas problemas, ao que suponho burocráticos, (falta de uma escritura com a Câmara Municipal de Silves) impediram esta concretização, que tanto penaliza a Instituição e aqueles que mais carenciados são. Mas tenho fé que brevemente esse problema poderá ser ultrapassado, porque como disse acima as vezes ajuda-se mais saindo.

AL: - Seu sogro, Francisco Vargas Mogo, foi um dos fundadores e dirigente do CCSJD, na linha de muitas outras fundações, que o Dr. José Paulo veio a abraçar quase de forma dinástica, digo eu, muito por respeito ao homem e à sua obra… pelo que a sua saída do Centro, seguramente de consciência tranquila, pode ser entendida de duas formas: para promover a mudança e chamar gente nova ou por lhe terem sido criadas incompatibilidades! Esclareça, por favor, as razões de fundo, para que não fiquem dúvidas na opinião pública.

JP: - As vezes ajuda-se mais saindo.

 

AL: - Tratando-se de um homem profundamente ligado à solidariedade e ao apoio humanístico - ajudando quem precisa - também se achou estranho que não se tenha recandidatado a um novo mandato na direcção dos Bombeiros Voluntários de Messines e, numa outra vertente, também tenha abandonado a Escola de Agricultura, instituição a que estava ligado há vários anos. Duas instituições fundadas por seu sogro e nas quais o Dr. José Paulo tinha uma “missão” a desempenhar!

Assim, abandona tudo ao mesmo tempo? Está zangado com a vida? Há uma deserção?

JP: - Eu quando saí do Município, disse para mim mesmo, tens quatro anos para continuares a colaborar em todas as Instituições onde estás, tens quatro anos para encontrar soluções e para começares a abrandar e a focar-te em coisas mais pessoais (estava a pensar na minha família) e foi isso que fiz avisei que era o último mandato que iria cumprir em todas as Instituições foi uma saída sem sobressaltos, aliás é bom que se diga em todas essas Instituições eu era uma pedra na construção sozinho nada fazia era uma parte de um todo. Chegou a hora de recentrar a minha vida, com a certeza que poderia ter feito mais, mas também com a certeza que está na hora de dar lugar a outros. A renovação faz sempre muita falta e o passar muito tempo em determinadas posições trás cansaço, falta de motivação e as ideias novas não surgem tão facilmente e como já disse não busco protagonismo, quero ter tempo para as minhas coisas, para os meus. Por isso este afastamento que não deserção. Colaborarei sempre com estas instituições, na medida e dentro das minhas possibilidades só que não de dentro.

 

AL: - Solidariamente ligado a muitas instituições - apesar dos seus 44 anos de idade e uma vida profissional que o ocupa imenso tempo - a sua saída do CCSJD também pode querer dizer que se acha incompatível, em razão da sua próxima actividade: entrada em funcionamento de um Lar para Terceira Idade de índole privada.

Para além do Sim ou do Não, o que é que vai ser esse equipamento privado de apoio à terceira idade? Quem vai poder beneficiar dele? Os mais ricos… ou todos aqueles que queiram ter uma velhice acolhedora, com qualidade de vida?

 

JP: - Estava a ver que não questionava…, sim tenho um projecto neste momento em apreciação junto das entidades competentes para a criação de uma estrutura de apoio à terceira idade, é um projecto conjunto meu com duas outras pessoas, e que sim acho que poderia ser incompatível, mas a incompatibilidade só esta dentro da minha cabeça, porque não encontrei nenhuma incompatibilidade legal, mas preferi assim. Esta estrutura se tudo correr bem e os homens quiserem, poderá entrar em funcionamento em 2010 em São Bartolomeu de Messines, mas as variáveis são tantas as dificuldades a ultrapassar enormes e como queremos uma estrutura a funcionar 100% dentro da legalidade vamos ver, o projecto está lançado, esta a ser analisado constará de duas fazes e vai garantir uma velhice assistida a quarenta utentes. È um projecto que visa dar uma qualidade elevada à vida dos utentes, não queremos um depósito de idosos, para se ter uma ideia, aproximadamente metade da área total do projecto são espaços verdes e ajardinados, funcionará da forma voltada para si mesmo ou seja, será reconstruído um antigo e bonito edifico em São Bartolomeu de Messines e as construções novas serão de forma a não ferir a envolvência mas a vida interior será a privilegiada com os espaços a jardinados áreas de lazer, digamos que um compromisso entre a traça histórica existente que vai ser preservada e uma arquitectura moderna e funcional.

Será uma Instituição privada que como é óbvio terá de se pagar a ela própria e ao investimento avultado que irá ser feito e representará, quanto a mim uma mais-valia para a freguesia de São Bartolomeu de Messines e mais um lugar que proporcionará, pelo menos mais uma vintena de postos de trabalho

 

AL: - Licenciado em Direito há 18 anos, a sua actividade tem sido intensa, quer na vida privada e profissional, quer na política. Para além da advocacia, está ligado a diversos negócios (pneus, combustíveis, construção civil, etc.).

De quem estamos a falar, de onde são, quem são e que vêm (ou estão a) fazer essas empresas?

JP: - Não vou fazer publicidade às empresas, digamos que são todas do concelho, uma delas é umas das mais antigas da freguesia de São Bartolomeu de Messines, são pequenas empresas que empregam pessoas do concelho, que ajudam a realidade económica do concelho. Tem no entanto duas delas uma característica comum, quando eu e algumas pessoas mais decidimos investir nelas estavam descapitalizadas, profundamente endividadas e em riscos de encerrarem as portas, com a consequência de serem mandados para o desemprego mais alguns trabalhadores, foi, e tem sido um trabalho de saneamento financeiro e contenção, numa delas já antevejo no fim do ano contabilístico sairá do encarnado, a expressão técnica é vermelho, mas eu sou daqueles em que até as camisolas do glorioso SLB são encarnadas…, a outra necessitará de mais uns dois três anos, para se endireitar, mas pelo menos o fisco e a segurança social estarão satisfeito pois essas dividas já foram todas limpas. Nestas empresas detenho uma parte do capital, não sou maioritário em nenhuma, porque acredito no trabalho em equipa, ou dito por outras palavras eu sei trabalhar em equipa.

 

AL: - Outros projectos?

 

JP: - Sim, estou neste momento a representar dois investidores Islandeses num projecto imobiliário, que reveste um investimento avultado na freguesia de São Bartolomeu de Messines, é a construção na quase totalidade de um empreendimento habitacional designado por Vila Nova que eu tenho a responsabilidade de orientar, pois que os donos apesar de constituídos em empresa portuguesa são como disse Islandeses estão lá perto do pólo norte (risos) e eu fiquei com este menino nos braços, mas é quanto a mim um empreendimento bom de segmento médio alto que representa um investimento na Vila na ordem do três milhões de euros, é caracterizados por vivendas tipos V3 e V4 todas com piscina, são lotes de razoável dimensão, a arquitectura é muito diferente do que se está habituado a ver, mas envolve-se de forma harmoniosa na zona que está inserida, pois que o projecto desenvolve-se em dois níveis numa encosta na zona perto do Jardim Escola João de Deus numa zona extremamente calma e com umas vistas e quietude impressionantes. Por isso e passe a publicidade que ainda me cobra por dizer o que vou dizer é um investimento, de longo prazo é certo mas que proporcionará uma qualidade de vida acima da média, e pelo que se vê no mercado os preços até nem são muito elevados. Espero ter o empreendimento em comercialização senão na sua totalidade pelo menos em oitenta por cento na segunda quinzena de 2009, mas descansem os potenciais compradores/investidores, que não terão de negociar comigo, pois a comercialização foi entregue a uma imobiliária que funciona na terra, não tenho nada contra as grandes Imobiliárias mas neste empreendimento tive o cuidado de tudo capitalizar para a freguesia e para o concelho, assim os projectos foram da autoria de uma arquitecta a residir em Lisboa mas neta de um grande Homem e que desenvolveu a sua actividade e as suas empresas em São Bartolomeu de Messines. As três empresas de construção a quem foram adjudicadas as construções são todas do concelho e dentro de certos limites tem esta empresa colaborado algumas Instituições de São Bartolomeu de Messines.

 

AL: - O seu maior envolvimento funcional tem a ver com o sector bancário: Caixa de Crédito Agrícola, onde tem um cargo de direcção. Sei que não quer ser um “banqueiro” nem um “bancário”. Penso não errar se afirmar que de si partiu a ideia da próxima fusão das Caixas de Crédito Agrícola de Messines e Silves, num grande grupo bancário, com um activo global na ordem dos 220 milhões de Euros, que deverá dar pelo nome comercial “Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Silves, Lagoa e Messines”, repondo “Lagoa” no pacto social, o que vai ser muito apreciado pelos clientes da zona de Lagoa! A que se deve esta fusão e quais os seus propósitos? Onde fica a sede? Onde fica, por exemplo, a Comissão Executiva? Que vantagens para os clientes de Messines, Silves e Lagoa?

Diga tudo!

 

JP: - Não tenho por habito ficar com méritos que não são meus, a ideia da fusão não é minha é de um conjunto de homens de bem que sempre defendeu as suas caixas mas que foi antevendo que para um melhor futuro das caixas esta seria a melhor solução. Foi necessário esquecer algumas rivalidades existentes entre as caixas mas acho que prevaleceu o bom senso e que há a possibilidade dessa nova Caixa surgir, mas atenção a decisão final será ainda e sempre dos sócios que decidirão em Assembleia-geral cada caixa por si se concordam com esta fusão. Se me perguntar se sou um defensor desta fusão digo claramente que sim que dei muito do meu esforço e trabalho para que isto fosse possível, mas atenção repito é um trabalho conjunto, em que ninguém a meu ver deve ser elevado nem ninguém esquecido.

Se for para a frente a fusão representará um activo de aproximadamente 220 milhões de euros, a sede e uma estrutura executiva ficarão a funcionar no concelho de Silves, mas como compreenderá, prefiro que os sócios de ambas as Caixas sejam os primeiros a saber os contornos dos documentos já elaborados, mas e repito uma vez mais para que não fiquem quaisquer dúvidas, os documentos as ideias as intenções são se concretizarão se os sócios das duas caixas assim o entenderem e votarem favoravelmente nas duas assembleias-gerais que se irão realizar, uma em cada das instituições. A designação comercial será a referida acima Caixa de Crédito Agrícola Mutua de Silves, Lagoa e Messines.

As vantagens para os sócios serão inúmeras, desde logo porque beneficiarão de uma estrutura mais pujante, com mais possibilidades de conceder crédito e arranjar recursos, já com uma dimensão apreciável, pois que irá actuar em dois concelhos Silves e Lagoa. E em termos de crédito agrícola a nível nacional é muito diferente duas caixas com resultados líquidos depois de impostos entre o milhão e um milhão e meio de euros, que se situam no ranking nacional das Caixas entre o décimo segundo e o trigésimo lugar e os resultados consolidados das duas Caixas projectarão para uma expectativa de se situar no Top tem das Caixas Nacionais.

 

AL: - Por falar em Crédito Agrícola a nível Nacional, como está o grupo a enfrentar a crise que se vem falando.

 

 JP: - Olhe o grupo, pelas suas características cooperativas, de captador da pequena poupança, vê a crise com preocupação, mas ao mesmo tempo com confiança e, passo a explicar o porquê, enquanto os outros bancos enveredaram por concessões de crédito maciças e que levaram os seus rácios de transformação para níveis impensáveis de 120% a 150% e mais (para dar uma ideia do que estou a dizer um rácio de transformação de 150% implica que por cada mil que os Bancos tenham captado em depósitos emprestaram 1500) de uma forma simplista entende-se a crise de liquidez que tanto se fala. Nesta fase o grupo crédito agrícola a nível nacional tem um rácio de transformação de aproximadamente 80% e uma liquidez que se aproxima dos 1000 milhões de euros. Já agora faço um alerta aos nossos depositantes, sempre que os outros bancos lhes venham oferecer taxas de depósitos a prazo se calhar um pouco, mas pouco mais elevadas do que teem no Crédito Agrícola, se perguntem porque agora este interesse por um lado, e que olhem para os comissionamentos que esses bancos praticam, informem-se quanto custa um livro de cheques, um cartão de crédito a devolução de um cheque o pagamento de um cheque sobre pendentes ou a descoberto, façam essas contas e depois percebam que estão bem onde estão.

 

AL: - Entretanto, como não tinha muita “sarna para se coçar”, passou pela política autárquica (PSD), tendo sido eleito para a Câmara Municipal de Silves, onde esteve pouco mais de quatro anos, como Vice-Presidente do elenco de Isabel Soares.

Sem que se tenha compreendido muito bem, a sua saída do executivo municipal foi algo misteriosa não só para a população como, também, para os próprios políticos. Até para os do próprio PSD! Saiu porquê?

 

JP: - Não houve mistério nenhum, antes do primeiro mandato acabar, aí pelo fim do terceiro ano fiz saber à senhora Presidente e aos meus colegas, Rogério Pinto e Domingos Garcia que não pretendia continuar.

Foi a pedido de senhora Presidente que aceitei ficar no elenco para a equipa surgir a mesma, mas sabendo a senhora Presidente e os meus colegas que saia em Janeiro, foi isto simplesmente que aconteceu.

 

AL: - É que, por muita explicação que dê, ninguém chegou a perceber o motivo, ou força de razões, para “desertar” da Câmara Municipal, deixando a Presidente Isabel Soares “pendurada”, segundo a opinião dos mais críticos. Como homem recto e vertical que é, tem muitas ou poucas explicações?

 

JP: - Eu não desertei, eu fiz o que disse que fazia, não deixando ninguém pendurado, pois os mais próximos, senhora Presidente incluída sabiam que eu não ficaria, aliás basta ver quem me substituiu para se entender que as relações entre as freguesias estavam acauteladas e, ponto final eu já não me sentia feliz naquelas funções o projecto deixou de captar a minha alegria e sem alegria e sem felicidade ninguém aguenta a trabalhar dez doze horas por dia dentro daquela casa

 

AL: - Ao tempo, também tinha na lista de clientes do seu escritório de advocacia, em Messines, alguns fornecedores da Câmara, entre as quais a empresa Viga d’Ouro, nome que passou a fazer correr rios de tinta, curiosamente, ou talvez não, três ou quatro meses depois da sua saída da Câmara. Vislumbrava, então, o caso Viga d’Ouro ou outros casos?

Alguns anos volvidos, importa saber quais foram, verdadeiramente, as razões da sua saída? O Dr. José Paulo “bateu com a porta” ou foi compelido a sair? Nem preciso de lhe dizer que gostaria de uma resposta justa, leal, verdadeira, séria em toda a sua extensão, embora no respeito pela ética… e não uma resposta “politicamente correcta”…

 

JP: - Ao tempo? Está a perguntar-me se eu exercia advocacia, enquanto estive na Câmara Municipal de Silves, não, não tinha clientes entreguei a carteira profissional e só a readquiri quando saí.

Durante o primeiro mandato solicitei e isso sim exercer as funções a tempo inteiro com redução de vencimento a 50%, situação que esta prevista na lei e que me permitiu acumular outras actividades mas não a advocacia, por isso refuto que durante esse tempo a Viga d´Ouro fosse minha cliente ou do meu escritório.

Enquanto estive na Câmara pautava a minha conduta pela confiança quer pelos meus colegas de vereação senhora presidente incluída e pelos funcionários que mais directamente trabalhavam comigo, surgiram algumas dúvidas a mim e ao doutor Carlos Sequeira mas foram esclarecidas por quem as devia esclarecer e quer ele quer eu ficamos com a consciência que estava tudo a ser feito segundo o livro.

Ninguém me compeliu a sair, saí na altura em que entendi que a minha mensagem não passava, e perante isso não tendo sido eu o candidato a dar a cara não tinha legitimidade nenhuma para dizer este não é o caminho, alertei que o endividamento era grande e que se deveria parar para se recentrar a forma dos investimentos, todos eles legítimos e necessários sem dúvida para o concelho, mas este na altura não produzia/captava as receitas necessárias para tais empreendimentos daí o ter dito acima que a alegria e a felicidade de trabalhar duramente num projecto me terem abandonado. Pode perguntar-me porque não falei alto porque não me opus, eu respondo-lhe assim, aquilo era um trabalho de equipa comandado pela pessoa que tinha legitimidade para o fazer, pois foi essa pessoa, essa figura que teve o mérito de ganhar as eleições, e em equipa prevalece a vontade da maioria e enquanto lá estive tive discordâncias com a senhora Presidente que nunca transpiraram cá para fora e nunca ninguém me pode acusar de ter não defendido com a garra e o saber que tenho, pouco ou muito não interessa as posições decididas lá dentro a quatro, com algumas até que poderia não concordar, mas quando intuí que os meus avisos não eram tidos em conta achei que por respeito para com quem me tinha convidado para as funções devia sair como já tinha avisado que iria fazer e deixar quem tem legitimidade do voto prosseguir o seu trabalho legitimo em prol do concelho. Se os eleitores sufragarem a senhora Presidente a razão era dela, se não sufragarem significará que os eleitores tem outra visão do mundo e do município só isso nada mais.

 

AL: - Como ex-Autarca e ex-Vice-Presidente da Câmara de Silves - tendo lido tudo quanto se escreveu sobre o assunto e porque também foi ouvido, ao que parece, na Polícia Judiciária sobre o caso Viga D’Ouro - acha que se especulou em demasia ou nem tudo foi dito e explicado e que os verdadeiros culpados, se os há, estão no anonimato? Acredita ter havido algo de muito grave ou, apenas, erros e omissões sem qualquer intenção criminosa?

 

JP: - Ouça Artur até hoje, nunca fui ouvido na Policia Judiciária sobre o processo Viga de Ouro. Fui ouvido pela polícia Judiciária num processo que envolve o Celas e a Câmara Municipal de Silves.

Mas para que não fiquem duvidas e já que me dá esta oportunidade, existe um processo a correr no IGAT, sobre possíveis irregularidades na parte dos Recursos Humanos que abarcou dois mandatos e os dois responsáveis dos Recursos Humanos desses dois Mandatos. Fui ouvido na Direcção de Finanças de Faro sobre o Processo Viga de Ouro, de um e outro aguardo com serenidade os resultados.

 

AL: - Talvez tenha chegado o momento de contar a sua versão sobre o caso Viga D’Ouro (e outros) para que se entenda um pouco melhor o que se passou. Afinal os factos ocorreram no período em que o senhor fazia parte do executivo municipal! O Dr. José Paulo não está vinculado a qualquer segredo de justiça, julgo, mas o seu nome acabou por ser achincalhado na praça pública e no charco político?

 

JP: - Continuo sem entender o que se passou no chamado caso Viga de Ouro por isso vou aguardar com serenidade o desfecho das acções investigatórias, só posso dizer que salvo falha grave de memória eu nunca mandei fazer obras, nunca adjudiquei obras a essa empresa. Quanto ao achincalhar do meu bom nome só posso dizer uma coisa, continuo a dormir com a tranquilidade de quem tem a certeza que não prejudicou ninguém nem beneficiou ninguém. O resto tenho superado com a ajuda dos que me são próximos. Quanto ao charco ou pântano político é para o lado em que durmo melhor.

 

AL: - Houve, ou não, qualquer incompatibilidade funcional, profissional e legal, entre os seus negócios comerciais, a sua profissão principal (advocacia) e o exercício de cargo autárquico, pelo facto de patrocinar, em termos de advocacia, alguns clientes que eram, simultaneamente, seus e da Câmara? Ou isso nunca se deu?

 

JP: - Respondo outra vez para que não restem dúvidas eu nunca exerci advocacia enquanto estive no Município de Silves, nunca tive clientes enquanto lá estive. As minhas actividades extra câmara municipal de Silves foram exercidas enquanto estive em exclusividade de funções foram exercidas “pró bono” isto é de forma gratuita e só comecei a ser remunerado por elas após ter solicitado a autorização legalmente prevista e ter comunicado tal facto à Assembleia Municipal, mas para que não restem duvidas nem à população em geral nem as autoridades competentes, os sítios onde recebi pelo meu trabalho vencimento e/ou senhas de presença foram na Caixa Central em Lisboa onde sou membro do Conselho Consultivo, na Caixa de Messines, onde sou membro da direcção, e na Escola Profissional onde era Presidente da Direcção. A contabilidade dessas três Instituições não mente – (duas delas tem supervisão do Banco de Portugal a outra funciona sobre supervisão do Ministério da Educação e da Inspecção Geral de Educação) e o meu IRS também não.

 

AL: - Já me disse que política, nunca mais! Nunca mais, mesmo, ou nunca se deve dizer nunca?

JP: - Olhe Artur eu fui militante da Juventude Social-democrata desde os meus catorze anos, depois militante do PPD/PSD, até aquela fase da refiliação do professor Marcelo Rebelo de Sousa em que optei por não preencher aquela ficha imensa.

Já aqui no concelho e estou cá desde 1990 fui candidato à Assembleia Municipal de Silves, à Assembleia de Freguesia de São Bartolomeu de Messines e à Câmara Municipal de Silves fui como independente, após a minha eleição decidi filiar-me novamente, fui vice-presidente da concelhia do psd de Silves.

Aquando da minha saída da Câmara uns meses depois sai da concelhia, hoje sou somente um militante de base, com as quotas em dia, triste pelo estado do partido quer a nível nacional quer a nível concelhio… posso ter uma opinião sobre as coisas ter a minha leitura sobre o que se passa, mas politica activa nunca mais mesmo…

AL: - Para terminar, sonhos ainda tem?

 

JP: - Tenho é claro toda a gente tem, gostava muito de ver um pouco mais acarinhadas as Instituições da “minha” terra por quem de direito, isto genericamente, concretamente gostava de ver concretizado um sonho do meu falecido sogro que a minha mulher e eu decidimos honrar e por isso fizemos a cedência de aproximadamente 4000 m2 de terreno na zona frontal à Escola EB2/3 de São Bartolomeu de Messines, para a construção do Jardim, o sonho mais premente era ver esta obra inaugurada num qualquer dia 8 de Março, data tão querida dos Messinenses.

 

 

feito, revisto e publicado por, José Paulo de Sousa às 00:07
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8 comentários:
De ME a 22 de Outubro de 2008 às 17:02
Foi com agrado que li esta entrevista... Parabéns pelo empenho que coloca nos seus projectos José Paulo!
Quanto à Câmara... infelizmente está na moda ser-se oposição dentro do próprio partido... por essa e outras razões os bons afastam-se, os medíocres vingam na política!!! O ser humano anda virado do avesso...
De CN a 22 de Outubro de 2008 às 18:11
Li e gostei, muito diplomatico. Mas ficou muito por dizer.
Pergunto a mim mesmo se alguem consegue perceber nas entrelinhas.
De Fantasma a 25 de Outubro de 2008 às 19:55
O PESADELO ESTÁ DE VOLTA
FACILIDADES E DIFICULDADES CAP. I

É com um misto de alegria e tristeza que regresso às lides Bloguistas, após umas merecidas férias. Alegria porque, quase dois meses sem qualquer contacto com a Blogosfera, sem esta adrenalina …estava a ficar deprimido. Tristeza porque, após uma ronda pelos espaços disponíveis e habituais, está tudo na mesma, e não só pelo facto de se ter estado em férias.
Confesso que não era desta forma que tinha imaginado a rentrée.
Afinal a crise toca mesmo a todos e no concerne à política, em particular do Concelho de Silves, estamos bem à frente da crise, ou melhor dizendo, a palavra crise nasceu mesmo em Silves.
Para ser sincero confesso que assim é demasiado fácil a mim “Pesadelo” fazer estas dissertações sobre como param “as modas” políticas cá da terra, depois dizem que estou sempre a bater no ceguinho, que não conto novidades nenhumas.
Por falar em fácil: pensam que vai ser fácil o caminho de Isabel Soares até às eleições? Desenganem-se os que assim pensam, aliás, a Senhora sabe bem que assim é e sente melhor que ninguém o terreno a fugir-lhe debaixo dos pés.
Nada fácil vai ser a vida de Artur Linha após a Senhora lhe ter feito o mesmo que sempre fez com todos aqueles que a rodeiam e que a servem, “vomita-os”, quando nada mais têm para dar ou quando a sua presença a incomoda.
Agora que não é nada fácil aguentar umas gargalhadas bem sonoras ao ler a entrevista de José Paulo de Sousa, é bem verdade. Posso dizer-vos, que enquanto pesquisei, sem sucesso, em tudo o que é dicionário para encontrar as palavras certas para qualificar tudo o que ali foi dito, a gargalhada não me deixou.
Fácil foi a maneira como Miguel Freitas sacudiu a água do capote, qual Pilates, na resolução do imbróglio sobre quem vai ser o candidato do Partido Socialista às eleições autárquicas em Silves, se Carneiro Jacinto se Lisete Romão: faça-se uma sondagem.
Facilmente se deduz qual a reacção da CDU e de Isabel Soares (sim porque o PSD em Silves não existe) a esta decisão do sábio líder do PS no Algarve. A CDU respirou de alívio pois assim tem hipóteses de manter o Vereador e Isabel Soares esfregou as mãos, pois continua a “dominar” o PS a seu belo prazer.

NB. Que me desculpe o senhor Carneiro Jacinto mas o comentário ao post a seu tempo o farei


O PESADELO
De cn a 29 de Outubro de 2008 às 17:49
Não me acredito, mudou de nome? e não avisou ninguem
De José Paulo de Sousa a 30 de Outubro de 2008 às 08:22
Caro Cn,

Não atongi ...
De Psiquiatra louco a 4 de Novembro de 2008 às 12:58
Belo monólogo! É caso para perguntar? Estás a sentir-te só ou sao apenas saudades dos velhos tempos? Isto quem sabe nunca esquece!! Vais regressar à Viga de Pau? Aquilo é que eram bons tempos!
Um amigalhaço!
De hahahaha a 19 de Novembro de 2008 às 15:25
hahahahahahahahaha
De ME a 6 de Novembro de 2008 às 12:14
Ser louco já não é bom... ser psiquiatra louco é grave... mas há gostos para tudo!!!

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