Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Os tabacoexcluídos ...

Sou não fumador, por isso estou à vontade para escrever sobre o que me parece um fundamentalismo contra quem fuma.

Estamos numa altura em que, felizmente, se fazem campanhas contra o racismo, a xenofobia, a exclusão social, entre outras, estamos no entanto  a criar uma nova classe de excluídos os que fumam...

A partir de Janeiro vai deixar de ser possível fumar em lugares públicos , em restaurantes em bares, em centros comerciais, por acaso até vou gostar de ver quando for ver mais um jogo das competições europeias se isso também se aplica aos estádios de futebol.

Como já temos salas de chuto, vamos ter salas de fumo, ou seja uns lugarzinhos onde o pessoal que fuma, parece que é mais atreito a cancro de pulmão, a ser enclausurado juntamente com outros, quais animais de zoo longe dos não fumadores.

Mas por acaso, o Estado que lucra e muito com o imposto sobre o tabaco, vai fazer alguma coisa? não impõe uma lei geral e abstracta para os outros aplicarem, campanhas de sensibilização não!!! a sociedade civil que se adapte.

É evidente que a maior parte dos estabelecimentos não tem condições de se adaptar à nova lei e é claro que das duas uma ou à boa maneira Portuguesa se faz que não se vê ou clientes na rua. É claro que cliente na rua é sinónimo de menos facturação ..., mas também o que interessa isso?, são , talvez mais alguns pequenos estabelecimentos que encerram, mais algumas pequenas economias familiares que vão à vida, quem se preocupa com isso?

Já existem restaurante que fazem restrições a crianças , parece que fazem barulho, choram, correm e gritam... que horror!

Já existem sítios em que os animais de quatro patas , sim que os outros estão fora desta proibição, não entram, parece que sujam, que se coçam que estão sujos etc etc .

Não tarda muito vão fazer também uma lei qualquer, contra os que bebem café, depois contra os que bebem vinho, depois... depois..., de restrição em restrição até á restrição final.

Estamos cada vez mais num período de permissividade de costumes, desde que sejam modernos, que sejam pra frente, mas por outro lado cada vez mais se criam exclusões, se criam guetos , tudo no respeito por leis que as vezes tem pouco a ver com a nossa história com os nossos anseios.

Como disse não sou fumador, mas não me sinto preparado para não poder almoçar com uma amigo que fume.

Até já.

feito, revisto e publicado por, José Paulo de Sousa às 11:17
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1 comentário:
De Maria Gabriela Martins a 11 de Dezembro de 2007 às 22:18
também eu não sou fumadora, mas já fui e, por essa razão, sofro hoje de uma doença crónica - DPOC ( isto é - Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica ) - que não aconselho a ninguém. todavia, subscrevo, na íntegra, o que acabaste de escrever, à parte o final, porque, infelizmente, cada vez mais estamos mais permissivos à desvalorização social. o que é pena!!!!!!!

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