Domingo, 28 de Janeiro de 2007

As minhas leituras (II)

Aqui, vos deixo, mais uma sugestão de leitura, agora que lá fora faz frio..., para quem tem lareira aconselho a previamente ir buscar uns toros de madeira fazer um belo fogo, instalar-se num sofazinho com uma manta nas pernas e preparar-se para as primeiras 382 paginas, mágicas, - pelo menos na edição que estive a ler.

O livro, faz parte de uma trilogia que se designa por "IMPERADOR", tem por titulo As portas de Roma.

É um romance histórico, passado no século I AC , na Republica de Roma, mais propriamente no Consulado de Mário e Sula .

O herói da trilogia é o pequeno Caio e, tem a companhia do seu amigo Marco, do preceptor Rénio , do fiel responsável pela casa Tubruk e pelo enigmático Cabera - mago e curandeiro.

O autor - Conn Iggulden - leva a trama desde a tenra infância de Caio, passando pela sua iniciação na lide das armas, até à revolta dos escravos que tentam saquear a casa de Caio.

Neste episódio morre o pai de Caio, Júlio, e este com os conselhos de Cabera Rénio e Tubruk , decide recorrer à protecção do seu tio Mário.

Em Roma Caio, conhece pela primeira vez o amor nos braços de uma escrava Alexandria, casa no dia da tomada de Roma pelas legiões de Sula , nesse dia perde o seu tio Mário e é preso por Sula .

Escapa à morte e parte para o Egipto..., querem saber mais? comprem o livro e já agora aqui fica a capa do mesmo e uma pequena sinopse da editora.

                                                                                                       

                                                                                                                     Imperador, As Portas de Roma: Perto de Roma, no século I a.C., dois rapazes partilham as exigências de uma educação tradicional que os treina para uma vida de soldados e de líderes. Caio e Marco mal atingiram, porém, a adolescência quando a sua casa é vítima de um motim de escravos que os obriga a fugir para Roma. Forçados a fazer o seu caminho na mais empolgante cidade do mundo, os dois adolescentes não perdem tempo a saborear todas as tentações e perigos que os aguardam no coração do império. A série «Imperador», de Conn Iggulden , recria o fascinante percurso de ascensão e queda de Caio Júlio César. Dos combates de gladiadores à tensão política do Senado, das grandes conquistas que criaram um império às intrigas internas que quase o destruíram, Conn Iggulden conta-nos a história do mais importante romano de todos os tempos: Júlio César. O primeiro volume, «As Portas de Roma» introduz o leitor a um adolescente ambicioso que enfrenta o seu primeiro grande desafio. Na cidade de Roma, uma luta titânica pelo poder está prestes a abalar o coração da República. Dois cônsules romanos desafiam-se mutuamente e lançam a cidade numa sangrenta Guerra Civil que marcará para sempre a adolescência do grande líder.Um retrato do líder e da Roma imperial por uma nova voz da ficção histórica.

 

 

feito, revisto e publicado por, José Paulo de Sousa às 14:04
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6 comentários:
De Manuel Ramos a 28 de Janeiro de 2007 às 16:43
Revisor de serviço: post "historicista" obriga a rigor histórico. Mário e SILA (não Sula).
De José Paulo de Sousa a 28 de Janeiro de 2007 às 17:07
Caro Dr Ramos,

Não ponho em duvida o que me está a dizer todavia no livro em questão aparece como Sula e não Sila e, no dicionário Wikipédia que é o que aqui tenho mais à mão refere:
Lúcio Cornélio Sulla (em Latim: Lucius Cornelius Sulla) (ca. 138 a.C. - 78 a.C.) foi um general e estadista romano.

Sulla nasceu numa impecável família da aristocracia romana os patrícios Cornelii, embora empobrecida. Os seus primeiros anos foram passados na obscuridade e só conseguiu fundos para ingressar no senado romano, através de duas heranças, que Plutarco na sua biografia considera suspeitas. Sulla foi questor ao serviço de Gaius Marius na campanha da Numidia e destacou-se sobre o seu comando ao capturar o rei Jugurtha. Sulla continuou sobre o comando de Marius na campanha contra as tribos germânicas que se saldou num sucesso em 101 a.C.. Depois disso tentou progredir na sua carreira política mas falhou devido a um caso escandaloso com Caecilia Dalmatica, mulher de Marcus Aemilius Scaurus, o político mais poderoso de então.

A sua sorte muda em 94 a.C. quando é eleito pretor urbano e subsequentemente governador da Cilicia na Ásia. No regresso a Roma distingue-se como general nas Guerras Sociais (91 - 88 a.C.) e é eleito consul no fim deste conflito graças às vitórias alcançadas. Durante o consulado, Sulla obteve o comando principal na guerra contra Mithridates VI de Pontus que acabava de começar. Mas o seu antigo aliado Gaius Marius manobrou politicamente e retirou-lhe o comando através do suborno de um tribuno das plebes. Sulla não se deixou ficar e tomou a decisão de invadir Roma com o seu exército. Nesta altura era considerado sacrilégio para um exército atravessar o pomerium, a fronteira simbólica da cidade. A sua atitude foi tão grave e inédita, que Sulla nem repreendeu alguns dos seus legados que se recusaram a embarcar na aventura. Talvez devido ao efeito surpresa, Sulla conquistou Roma e conseguiu assegurar o seu comando. No ano seguinte partiu para o Oriente e, assim que saíu de Itália, Roma foi mais uma vez tomada, desta vez pelos seus inimigos políticos. Em 86 a.C. é declarado inimigo público pela facção de Marius, que eliminou todos os seus aliados.

Aparentemente indiferente à devastação política que se vivia em Roma, Sulla arrecadou inúmeras vitórias contra Mithridates. Em 82 a.C. regressa a Itália para encontrar um exército à sua espera. Na breve guerra civil que se seguiu, a qualidade dos veteranos das suas legiões provou ser decisiva. Sulla invade Roma uma vez mais e em 81 a.C. torna-se ditador romano vitalício.

Com Roma na bancarrota, Sulla recorreu à proscrição dos seus inimigos políticos para arranjar os fundos necessários às reformas que pretendia realizar. Estas centraram-se essencialmente na concentração do poder no senado e na limitação da actividade legislativa da Assembleia do Povo. Sulla foi essencialmente um conservador que se dedicou a eliminar todas as medidas progressistas tomadas nos últimos anos, valorizando a tradição do mos maiorum. Em 79 a.C., no pico do seu poder, Sulla toma a decisão de abdicar de todos os seus cargos e de se retirar da vida política. Com o objectivo de escrever as suas memórias, das quais sobrevivem alguns excertos, exilou-se na sua villa acompanhado por dançarinos, prostitutas e o seu amante Metrobius. Foi nesta agradável companhia que morreu provavelmente de cirrose, no ano seguinte. Durante os anos subsequentes da República Romana, seu nome sempre foi lembrado como o primeiro transgressor das leis sagradas da República
Por isso olhe vai ficando assim , mas também me era mais familiar o nome de Sila, mas...
De José Paulo de Sousa a 28 de Janeiro de 2007 às 17:21
Também pode usar-se a grafia Sila como o dr. Ramos referiu, suponho que estamos aqui com duas formas graficas de escrever o mesmo nome tal como Ptha e Ptah. De qualquer forma dr. Ramos obrigado
Uma das mais graves crises política e social que vitimou a República Romana foi a chamada Guerra Social travada por quase dez anos entre dois caudilhos militares, Mario e Sila, nos começos do século I a.C. . Caio Mário era uma exceção no seu meio, era um soldado-camponês que atingira, por mérito guerreiro, o alto comando das legiões romanas. Ele tornara-se célebre e chefe afamado quando da derrota que impôs ao Rei Jugurta da Numídia, na África, em 112-106 a.C. e depois detendo a invasão das duas tribos germanas, a dos teutônicos e a dos címbrios, em 102-101 a.C. Essas façanhas militares, obtidas nos extremos do império, uma ao Sul outra ao Norte, tornaram o nome de Mário irresistível para assumir o consulado da República. Rompendo então com a tradição da magistratura ânua, Mario elegeu-se por seis vezes seguida como cônsul, de 107 a 100 a.C. Ele representava a ascensão do homo novus, do plebeu que começava a galgar os postos maiores e mais importantes numa República eminentemente oligárquica.

Lúcio Cornélio Sila era de outra estirpe. Era de família patrícia empobrecida, mas extremamente convicto da superioridade da sua casta (ele pertencia a Gens Cornelia, uma das mais ilustres de Roma) e que sempre sentiu-se um corpo estranho em meio ao estado-maior de Mário, na África do Norte, para onde o enviaram como questor na época da Guerra contra Jugurta. Para piorar a sua relação com Mário, além de virem de berços opostos, coube a Sila, "um inacreditável dissimulador, pródigo em todas as coisas", conseguir, pela astúcia e a sedução de um colaboracionista, a prisão do rei Jugurta (in Guerra de Jugurta de Sallustius, capítulos XCV - CXIV). Mário, apesar de ter capitalizado a vitória, nunca aceitou bem que a guerra africana tenha se encerrado por causa dos ardis de Sila. E foi exatamente isso que fez com que a relação dos dois homens fortes da república degenerasse numa guerra social, numa guerra de classes, das piores que coube Roma assistir em seus então seis séculos e meio de história.


A tensão social e política

Os confrontos entre patrícios - a velha nobreza romana que se considerava descendente dos troianos ou dos albanos, os antigos habitantes do Lácio -, e os plebeus, as classes e camadas sociais não-nobres de Roma, arrastavam-se por séculos. Pode-se dizer que o ponto de partida dessas lutas foi o célebre episódio da bem sucedida Greve do Monte Sagrado, ocorrida em tempos muito remotos, ainda nos começos da República, supõe-se que em 495 a.C., pela qual os plebeus conseguiram ter o direito a eleger um tribuno, com direito ao veto, que lhes representasse os interesses junto ao Senado (Plutarco "Caio Márcio Coriolano",VI). Mais tarde, em 366 a.C. os plebeus puderam até eleger um cônsul da sua própria classe. Mas as lutas por espaço político nunca terminam. Intensas e sangrentas foram também as reformas implantadas pelos irmãos Gracco, Caio e Túlio, cônsules entre 123-121 a.C., que deram a vida para minorar os rigores em que estavam submetidos os plebeus e os mais pobres em geral. Nada porém até então igualou-se ao estrondoso choque que estendeu-se por dez anos (de 88 a 78 a.C.) entre os radicais populistas de Mário e os ultraconservadores de Sila.

Segundo alguns historiadores, a tensão criada pela luta social, derivava, no plano constitucional, de um problema não solucionado entre as reformas democráticas dos Graccos e o núcleo duro e inamovível formado pelos privilégios das antigas castas governantes, dos Tácios, dos Pompílios, dos Hostílios, dos Márcios, dos Curiácios, dos Emilios, dos Cláudios, e outros, num total de umas 200 famílias que formavam o Centum patriae, e que geralmente controlavam as propriedades, as legiões e as magistraturas maiores. Os plebeus acreditavam que os avanços obtidos (tribunato da plebe com poder de veto, a eleição c
De Manuel Ramos a 28 de Janeiro de 2007 às 17:35
Tem razão. É que desde sempre fui habituado à grafia pós-latina, a qual é Sila.
Efectivamente, e em Latim, a forma como terá ouvido o seu próprio nome de viva voz, é Lucius Cornelius Sulla Felix.
Ponto final.
De Fantasma a 29 de Janeiro de 2007 às 14:47
Estou verdadeiramente impressionado com tamanha sapiência ... Ou terá sido um exercício de " copy paste"?
De José Paulo de Sousa a 29 de Janeiro de 2007 às 17:17
um pouco das duas coisas. Algum conhecimento pessoal, a epoca da republica romana sempre me fascinou, alguma pesquisa e importação de informação para resolver a pequena "disputa" terminológica. nada de mais.

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