Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

Estado Social paradigma e mito urbano

Estamos numa época de viragem de profunda mutação, hoje tal como no passado estamos num tempo de mudança de mitos de paradigmas de certezas.

 

A começar pela língua, se já antes tinha dificuldades em tentar exprimir-me sem uma ou duas calinadas gramaticais, muito comentadas e apontadas, agora com o (des)acordo sinto-me completamente à deriva, mas enfim sempre disse que me interessava mais o conteúdo, as ideias, que a forma escrita das mesma e se tiver e continuar a ter ideias prefiro escrever as mesmas com algumas deficiências gramaticais que escrever muito bem e com boa apresentação e caligrafia refinada mas sem ideias.

 

No passado longinquo havia muitos e bons mitos, tipo o de Prometeu, algumas figuras mitologicas tipo o Minotauro e o mundo ia correndo sempre mutavel umas vezes no sentido da evolução outras vezes no retrocesso, mas ia correndo.

 

As sociedades passadas eram muito mais liberais ou menos como dizer para não ferir os meus leitores mais católicos com menos princípios, ele era o incesto ( não não é o afundanço do basquetebol) muito praticado nas sociedades antigas e muitos imperadores de Roma o praticaram, pelo menos é o que dizem as fontes, a homossexualidade era na Grécia tolerada e praticada ás claras... etc etc.

 

Depois veio o período obscurantista da idade média baixa, média, alta inculcada pelo conceito de pecado e de culpa da sociedade judaico cristã e essas coisas tipos vícios públicos passaram por um manto diáfano para virtudes publicas vícios privados.

 

Fomos evoluindo e em pleno século XX, logo após a segunda guerra mundial surgiu um dos últimos mitos e tabus urbano/industriais o ESTADO SOCIAL. Fomos numa época de profunda evolução demográfica, de pleno emprego, de industrialização massificada criando a ilusão que o Estado era pai, mãe, avó e avo, e que tudo nos propiciaria, só teríamos que entregar uma pequena parte do nosso rendimento e aos 65 anos lá teríamos a nosso aposentação (se fossemos do publico) ou reforma se fossemos do privado e passaríamos os últimos 3 ou 4 anos de vida em paz e sossego à espera de irmos prestar contas a Deus Nosso Senhor, a Alá, pela via do seu profeta Maomet, ou a Jeová aquele deus anterior ao nosso Deus , digamos que o nosso é um upgrade do Jeová assim como Alá é uma versão digamos 1.2 do Jeová, depois foram surgindo mais upgrades mas isso não interessa nada para aqui agora.

 

Pois o problema é que deixamos de procriar à bruta, como coelhos, depois com a revolução sexual e com os métodos concepcionais todos novinhos podemos novamente copular à seria sem prole nem descendência e a pirâmide etária começou a inverter-se... e o "raio" dos "velhos" deixaram de ir apresentar contas por volta dos 70 anos e vão cá ficando cada vez mais tempo a receber a sua justa reforma ou aposentação e temos isto como certo e seguro a, REFORMA ou APOSENTAÇÃO é uma coisa certa é um direito inalienável, escrito até na Constituição logo é uma certeza imutável um mito urbano do Estado Social, preparem-se para perderem este mito e esta certeza.

 

Outra das coisas que ganhamos como direito inalienável era a segurança do emprego e que o dito era para a vida, até havia a chamada carreira começas por baixo e chegaras mais cedo ou mais tarde ao topo da dita, direito certo seguro inalienável...  escrito até na Constituição logo é uma certeza imutável um mito urbano do Estado Social, preparem-se para perderem este mito e esta certeza.

 

Mas o que é engraçado é que outros mitos urbanos do principio do Estado Social foram caindo alegremente e ninguém os contestou, até porque eram princípios retrogradas obsoletos e ultrapassados, a família foi um deles, a paria foi outro o casamento indissolúvel "até que a morte nos separe" também marchou a casamento entre iguais mas de género diferente deixou de ser exclusivo etc etc etc. ... estes mitos urbanos foram mandados para o bau e ninguem lhes sentiu a falta, até era retrogrado e estava em concluído com a "padralhada" quem os contestasse.

 

Pois agora com a Segurança Social em pré ruptura com o Estado a ter de se endividar no presente para pagar os "direitos" presentes, mas com a factura a ser apresentada aos futuros, com o flagelo do desemprego, com a deslocalização da Industria prevejo que os da minha geração não venham a saber o que é isso da Aposentação ou Reforma que pouco mais que simbólicas serão, começamos a pensar é melhor aforrar porque quando chegar a nossa vez o baú vai estar vazio, mas como o fazer se o Estado Social nos esbulha, nos ataca com impostos nos leva uma fatia gorda do nosso rendimento para manter uma situação que se sabe insustentável , só porque ninguém ainda teve coragem de assumir e afirmar o Estado Social e os seus mitos urbano/Industriais são um paradigma do passado.

 

Até já!

feito, revisto e publicado por, José Paulo de Sousa às 11:53
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