Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

não atirem pedras ...

anda o país enraivecido com a crise, o aumento de impostos, a dificuldade de obtenção de crédito, com as autarquias, com o governo com a banca..., eu, as vezes, também me deixo enraivecer, mas depois, tem dias, paro um pouco para pensar...

 

toda a despesa feitas pelos entes públicos autarquias, governo, além de despesa é uma receita de alguém ou seja, seja boa ou seja má quando se corta na despesa corta-se na receita de alguém, pessoa colectiva ou individual, ao cortar nessa despesa não há a receita equivalente, logo não há pagamento de IVA, não há pagamentos de toda uma panóplia de outros impostos..., dá que pensar, não dá?

mas as contas publicas não se degradaram, é evidente muito por más escolhas, mas principalemente por um estado social que em abstracto é justo, mas que na pratica é irrealizável?

mas as contas publicas nao se degradaram com subsidios, de toda a forma e feitio? que não são suportáveis pelo nosso tecido produtivo? 

 

a banca, agora é vista como a grande culpada de todos os males, mas o que é giro é que se clama contra as restrições que esta impõe ao credito..., então em que ficamos? mas a banca não se endividou para nos ajudar a consumir para alegremente nos endividar-mos?

 

estamos para variar esquecidos de uma coisa, não há uma correspondência directa e justa entre vencimento e produtividade, somos uns consumistas exacerbados e não vejo uma atitude pró-activa de dizer bem vamos lá tentar entender porque chegamos aqui...

 

protestamos pelas futuras portagens

 

protestamos pelo aumento de IVA

 

protestamos pelo aumento dos impostos

 

protestamos protestamos...

 

mas já pensamos em parar para pensar? como chegamos aqui? eu tenho uma ideia com má despesa com um consumismo acima de qualquer produtividade, com um país a caminhar lentamente para a bancarrota, lembramo-nos de protestar contra o governo as autarquias e a banca, mas já começamos a pensar em parar em começar a viver segundo as nossas possibilidades, se calhar vivemos bem de mais para aquilo que produzimos, se calhar vivemos até hoje num clima de facilitismo despesista, se calhar ganhamos acima daquilo que produzimos se calhar...

 

derrotista?

 

azedo?

 

não apenas uns minutos de pensamento e de reflexão antes de voltar ao work...

 

até já!

feito, revisto e publicado por, José Paulo de Sousa às 10:40
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3 comentários:
De ME a 15 de Outubro de 2010 às 11:19
Eu nem atiro muitas pedras à banca... atiro pedras aos politicos e às politicas vergonhosas deste país... ainda recentemente Marques Mendes deu 2 exemplos de DesGoverno: ~"Detectei em site oficial do Ministério das Finanças, portanto não há aqui nada para esconder, em matéria de alteração de vencimentos de administradores e gestores públicos qualquer coisa de escandaloso», afirmou.

Marques Mendes, por exemplo, a «administração do porto de Lisboa, uma empresa do Estado, em que o presidente passou de um vencimento de 4752 euros para 6357 euros, um aumento de 34 por cento».

Também «na CP, por despacho também de dois membros do Governo, o presidente passou o vencimento de 4752 euros para 7225 euros, um aumento de 52 por cento», contestou antigo líder social-democrata.

Diminuam o nº de gestores públicos, de ministérios, de secretarias de estado e afins. Proibam a acumulação de reformas chorudas com chorudos ordenados e verão como a crise também diminui...
De manuelfernandes9 a 16 de Outubro de 2010 às 01:52
De uma forma geral concordo com a responsabilização de todos e cada um de nós num verdadeiro exercicio de cidanania activa.;mas penso que o fundamento desta «crise»tem mais a ver com os direitos de propriedade (estou curioso com a revisão do PDM)e com a acumulaçâo do capital do que com a produtividade.
Tenho muita incerteza que as novas medidas de austeridade possam contribuir para a coesão social!
Como nem toda a produtividade pode ser quantificavel em dinheiro a pergunta que coloco será :PODEREI EU VIVER COM O QUE GANHO?
De Princesinha a 17 de Outubro de 2010 às 11:18
Na parte que me diz respeito aflige-me ver esta brutal desordem nas contas publicas e nas politicas muitas vezes irresponsáveis. Desejo que ao mais alto nivel párem para pensar e tomem atitudes sérias.

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